É importante questionar esses padrões e buscar autoconhecimento e autonomia, entendendo que cada corpo é único e valioso da forma que é.
Em uma sociedade onde a imagem e o corpo são constantemente moldados e idealizados pelos mídia, milhões de pessoas vivem presas a um ciclo interminável de dietas e tratamentos que prometem o “corpo perfeito”. No entanto, o que muitos não percebem é que há um mercado bilionário por trás desse ideal inalcançável, que se retroalimenta pela nossa busca insatisfatória e a insegurança gerada. Como Naomi Wolf aborda em “O Mito da Beleza”, a busca pela beleza é usada como uma ferramenta de dominação e controle, mantendo-nos ocupados em mudar nosso corpo em vez de nossas condições de vida e mentalidade.
Exaltação da magreza
Esse ciclo funciona porque a mídia e as grandes empresas de beleza exaltam a magreza como uma ideia de “felicidade” atrelada ao corpo magro. Basta ligar a TV, abrir revistas ou navegar nas redes sociais para sermos bombardeados com imagens que exaltam a magreza como sinônimo de sucesso, autoconfiança e aceitação social. Mas será que a felicidade reside em um número na balança ou em uma etiqueta de roupa? Será que essa imagem perfeita existe fora das revistas e das campanhas publicitárias?
Muitas pessoas vivem acreditando que a próxima dieta, o próximo tratamento ou a próxima “solução” resolverá todos os problemas e trará a felicidade prometida e eterna. E, ao contrário, diz-se, acabam com sua autoestima fragilizada, muitas vezes, com problemas de saúde, como os transtornos alimentares e mentais.
Cada corpo é único
É importante questionar esses padrões e buscar autoconhecimento e autonomia, entendendo que cada corpo é único e valioso da forma que é. Sempre digo para minhas pacientes: Você é a maior especialista do seu corpo.
Em vez de lutar contra nosso corpo, podemos focar em uma relação saudável com a alimentação e o autocuidado, sem abrir espaço para o terrorismo nutricional. Vamos nos permitir uma perspectiva realista e acolhedora de saúde, livre de ditaduras.
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